Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006

1º tratamento

Segunda-feira,
24 de Julho de 2006
 
“- Para que queres ver-me hoje, se choro?
- Para saber amar-te melhor.”
 
Contava com 6 horas de tratamento e foram 7. Acrescentando a consulta de enfermagem e mais uns pozinhos, estive 12 horas no hospital. Foi cansativo. As enfermeiras são muito doces. Quanto aos doentes, estamos todos ali para o mesmo, trocamos sorrisos e ficamos preocupados quando alguém se sente mal. É uma sub-família. Já sei que me vou cruzar muitas vezes com estes rostos. Sinto que estamos todos ali com a convicção de que vamos ficar bons.
 
O meu receio são os efeitos secundários. Vim para casa um pouco zonza e com perda de paladar. Nada me sabe ao que era costume. Alertaram-me para o facto de poderem existir episódios de dirreia ou obstipação, aftas e febre, mas variam de doente para doente. Cada tratamento tem a sua dosagem e especificidade. Chamam-lhe protocolo. Em relação ao meu (faço taxol e carbo), prepararam-me para dores nos ossos e nos músculos durante dois a três dias, a partir do segundo dia. Deram-me cinco comprimidos para começar a tomar hoje à noite, de 12 em 12 horas, e que se destinam a combater os vómitos. Guardei-os religiosamente.
 
Os tratamentos agora estão muito avançados e já há mais formas de combater os efeitos secundários. O primeiro saquinho da sessão, depois de puncionada e de levar soro para limpar as veias,  destina-se a ajudar a combater os efeitos indesejados. Trata-se da pré-medicação. Depois vem o taxol. Em seguida, mais três saquinhos de pré-medicação antes de entrar o carbo. E sempre com o soro pelo meio. É uma aventura! A parte que mais nos agrada é quando a nossa máquina começa a apitar, sinal de que aquela dose terminou e que podemos passar à seguinte. Sucessivamente, até à hora de irmos embora. E depois? Como vou sentir-me esta semana? Confesso que estou um pouquinho receosa com o que virá por aí nos próximos dias.
 
Avisaram-me que o cabelo cairia antes do segundo tratamento e que deveria cortá-lo curtinho para não me fazer tanta impressão quando o processo de queda tiver início. Depois há-de cair o pelo todo. Não estava preparada para ficar sem sobrancelhas e pestanas. Cada novo dia traz-me uma surpresa.
publicado por carla às 01:52
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