Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Emoções à flor da pele

 

Não sei bem por onde começar... e quando estou assim, falo pelos cotovelos. Neste caso, escrevo pelos cotovelos. Ontem foi a estreia da peça ‘Rosa, Esperança’ e o ambiente que se viveu no Cineteatro de Rio Maior é indescritível. Os amigos e família deram-nos tanta força que acho que saímos todos dali com asas. Acreditámos no sonho do Rui, mergulhámos na sua nuvem mágica e saímos todos mais enriquecidos com esta experiência.
 
A mensagem que queremos passar é de esperança. Esperança essa que todos procuramos quando estamos em tratamentos. Encontrar sobreviventes do cancro é das maiores forças que podemos ter na nossa caminhada de dúvidas, ansiedades, tratamentos e exames. E é essa esperança que esperamos conseguir transmitir a todos. Sem esquecer a importância da prevenção. Sim, porque a detecção precoce pode salvar uma vida. Ter medo de ir ao médico ou de mostrar o peito pode mudar o rumo não de uma vida, mas de muitas. A nossa e a daqueles que nos amam. Por isso, façam a palpação, façam exames.
 
Na ante-estreia, o Puma referiu algo muito importante: que o cancro da mama não atinge as mulheres apenas depois dos 40 anos. Infelizmente, isso não é verdade. A partir da primeira menstruação, qualquer mulher pode ser atingida por esta doença. Mas há que estarmos todos conscientes disto, sobretudo os médicos. Se uma mulher se queixa de dores numa mama, de nódulos... nenhum médico pode responder ‘não se preocupe, que você é muito nova para ter cancro da mama’. Por isso, insistam, procurem segundas e terceiras opiniões, mas não se descuidem quando sentirem que algo não está bem com o vosso corpo.
 
Os sorrisos e as lágrimas de todos quantos estiveram na plateia (e em palco e nos bastidores) fazem-nos acreditar que este projecto do Rui Germano deve continuar a caminhar. Para Sul e para Norte. Para todo o lado.
 
A esses amigos, às nossas famílias, aos fantásticos rio-maiorenses que ali estão no palco e nos bastidores a dar o seu contributo, à nossa querida Lily, aos fotógrafos (Tozinho, Paulinho, Joaquim, Kim e à maravilhosa equipa da Oficina da Imagem), costureira, assistentes de produção e encenação (Xaninha, Ana, Bruna, Cristina Esteves - que também é enfermeira!), equipa técnica, estilistas e jornalistas que estão a fazer passar a mensagem, um grande obrigada. E obrigada a quem ali tem estado sempre de pedra e cal a fazer as suas críticas para nos ajudar a melhorar. Isto só existe porque há feedback do outro lado. A história não começa nem acaba naquele palco.
 
Um grande obrigada também às seis mulheres que nesta peça contam  o seu percurso de luta contra o cancro e que estou a adorar conhecer melhor, bem como ao Paulo e Zé Manel e à linda Cris J. E um mega obrigada ao Ruizinho... por tudo : ) Viciei-me em vocês.
 
E não poderia deixar de referir os meus amigos de sempre, que foram enriquecendo a minha caminhada ao longo dos anos e que nunca me deixaram sozinha. Vocês são maravilhosos! 
 
Quanto à minha irmã querida (a melhor irmã do mundo!) e ao meu cunhado, nem um dicionário inteiro contém as palavras necessárias para descrever o meu amor. E aos pais mais lindos do mundo, um beijo de admiração e de orgulho por ser vossa filha. O meu paizão é um sobrevivente de dois bichinhos que não levaram a melhor. É o meu herói!
 
Aos meus médicos, uma vénia. E a Deus... um OBRIGADA pelo milagre da presença e por me mostrar que estava errada quanto à impossibilidade do amor. Do regresso de um 'estranho amor' à minha vida.
 
Às amigas do peito e do coração nascidas na blogosfera, deixo-lhes um obrigada do fundo do coração. Às queridas Superglamorosas, à Lina e ao Kim, à Laurinha, à Loulouzita, à Imel e Mafalda, à Tilinha, Alexandre e Marilu, à Gigi e família, à Paula e João, à Lia, à Isa Iluminada e a todos os que ali estiveram presentes de alma e coração, um grande beijo. A todos os que não puderam estar presentes, mas que o estiveram em espírito e através de mensagens e mails, um grande xi-coração. (Estou nhonhinhas... tanto!)
 
E às nossas queridas estrelinhas – Cláudia, Anixinha e Aidinha – que estão a olhar por todos nós, um beijo daqui até ao céu. Nunca serão esquecidas. Nunca, mesmo!
 
 
Adoro-vos, como diria a nossa estrelinha do Norte.
publicado por carla às 00:19
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